Wednesday, June 24, 2026
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Mais embarcações atravessam Ormuz, e navios de GNL do Catar retomam operações, mostram dados | Mundo

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Três superpetroleiros que estavam retidos atravessaram o Estreito de Ormuz nesta terça-feira (23), mostraram dados de rastreamento marítimo. Além disso, navios vazios de gás pure liquefeito (GNL) ligados ao Catar entraram na região nas últimas semanas, em um sinal inicial de que o transporte de gás do Golfo pode estar sendo retomado

Petroleiros ligados ao Irã também continuaram a transitar pela by way of marítima estratégica, segundo os registros, com o tráfego aumentando na segunda-feira à medida que avançavam as negociações entre EUA e Irã.

A primeira rodada de negociações, iniciada no domingo, foi concluída um dia depois, com ambos os lados concordando com um roteiro para um acordo permanente em até 60 dias. Os EUA também anunciaram uma suspensão das sanções até 21 de agosto, aliviando as preocupações sobre a oferta world de petróleo e GNL e pressionando os preços para baixo.

Analistas afirmam que mais carregamentos de petróleo bruto retidos no Golfo desde o início da guerra devem deixar a região agora, enquanto um número crescente de petroleiros sancionados vem atravessando o estreito para carregar e exportar petróleo iraniano após a suspensão das sanções pelos EUA.

Dois navios petroleiros de grande porte (VLCCs) operados pela Trafigura, cada um transportando 2 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o estreito nesta terça-feira. Um deles, o Dubai Power, foi fretado pela estatal taiwanesa de energia CPC, e o segundo, o Legio X Equestris, foi fretado pela TotalEnergies, mostraram dados da LSEG e da Kpler.

CPC, TotalEnergies e Trafigura não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

Outro VLCC, o Common Glory, fretado pela refinadora sul-coreana GS Caltex, também deixou o estreito nesta terça-feira transportando 2 milhões de barris de petróleo saudita, mostraram os dados. A GS Caltex se recusou a comentar.

Dois petroleiros do tipo Suezmax sob sanções, Sobar e Sarak, estavam entrando no estreito nesta terça-feira, mostraram os dados. Cada um deles pode transportar 1 milhão de barris de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira.

A Reuters não conseguiu verificar esse número de forma independente.

Embarcações no Estreito de Ormuz, perto da praia de Bandar Abbas, Irã, 21 de junho de 2026 — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/via WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Embarcações no Estreito de Ormuz, perto da praia de Bandar Abbas, Irã, 21 de junho de 2026 — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/by way of WANA (West Asia Information Company) by way of REUTERS

Navios de GNL ligados ao Catar

Sete navios vazios controlados pela QatarEnergy seguiram para oeste, em direção ao Golfo, para recarregar entre 11 e 22 de junho, mostraram dados de rastreamento da Vortexa e da Kpler. São as primeiras viagens desse tipo desde os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Os três primeiros, Al Hamla, Al Areesh e Al Khuwair, fizeram esse trajeto com seus sistemas automáticos de rastreamento desligados, mostrou um relatório da Vortexa.

Segundo dados da Kpler, os três navios foram vistos pela última vez fora do estreito em meados de junho e voltaram a aparecer nos sistemas de rastreamento entre 19 e 23 de junho.

Os quatro restantes, Wadi Al Sail, Mekaines, Al Sadd e Mesaimeer, entraram no estreito na segunda-feira pela rota iraniana. A QatarEnergy não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial.

Trata-se do maior número de navios vazios de GNL atravessando o estreito desde o início da guerra, disse Vivek Dhar, analista do Commonwealth Financial institution of Australia.

“Outros navios vazios de GNL também estão a caminho do Catar. Os dados de rastreamento reforçam a expectativa de que a QatarEnergy cumprirá seu cronograma de aumento da produção de GNL”, afirmou.

Houve uma explosão em uma unidade de processamento de gás dentro do complexo industrial de Ras Laffan na segunda-feira, mas o ministro da Energia afirmou que as instalações de GNL do Catar não foram afetadas.

Entre os navios controlados pela QatarEnergy que seguiam na direção oposta, o Al Ghashamiya, que, segundo dados da Kpler, havia sido visto pela última vez dentro do estreito em 9 de junho transportando uma carga embarcada em Ras Laffan em 1º de março, reapareceu fora do estreito em 22 de junho.

Ainda não há um movimento amplo de navios vazios do Catar e da ADNOC em direção ao Golfo, o que reflete uma estratégia cautelosa e gradual de retomada das operações, afirmou Ayush Agarwal, analista da S&P International Power.

Minas marítimas continuam sendo uma ameaça, informou o Joint Maritime Info Heart, liderado pelos EUA, impedindo que embarcações utilizem a principal rota de navegação usada antes da guerra.

O número de travessias pelo Estreito de Ormuz ainda representa apenas uma fração das cerca de 125 passagens diárias registradas antes do início da guerra com o Irã.

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