O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom sobre a Groenlândia nesta sexta-feira (9) ao afirmar que os EUA farão algo em relação ao território dinamarquês “do jeito fácil ou do jeito difícil”. Segundo ele, a inação americana abriria espaço para que China ou Rússia avancem sobre a ilha.
“Vamos fazer algo na Groenlândia, quer eles gostem ou não”, disse Trump durante uma reunião na Casa Branca com executivos do setor de petróleo, convocada para discutir a situação da Venezuela. “Se não fizermos isso, a Rússia ou a China vão fazê-lo. Não vamos ter a Rússia ou a China como vizinhas”.
Trump afirmou ainda preferir uma solução negociada, mas voltou a ameaçar medidas mais duras. “Eu gostaria de fazer um acordo, sabe, do jeito fácil. Mas, se não fizermos do jeito fácil, vamos fazer do jeito difícil”, disse.
As declarações do presidente americano abalaram as relações com a Dinamarca, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e geraram preocupação entre aliados europeus. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou nesta semana que um eventual ataque dos EUA à Groenlândia significaria o fim da aliança militar.
Em meio aos ataques de Trump, líderes europeus também pressionaram Trump a respeitar a integridade territorial da ilha e disseram que ela está sob o guarda-chuva de segurança coletiva da União Europeia (UE). Na quarta-feira, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o bloco apoiará a Groenlândia e a Dinamarca quando necessário e não aceitará violações do direito internacional, independentemente de onde ocorram.
“Sobre a Groenlândia, permitam-me ser claro: a Groenlândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Groenlândia sem a Dinamarca, ou sem a Groenlândia”, disse Costa.
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