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Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSB formalizou, nesta quarta-feira (29), a candidatura de Geraldo Alckmin à vice-presidência da República. Ele disputará o posto na chapa encabeçada por Lula, que busca a reeleição para o quarto mandato. Além disso, a sigla oficializou a coligação com o Partido dos Trabalhadores, e passa a integrar a Federação PT-PCdoB-PV-PSB.
A formação repete a chapa eleita em 2022, e deverá contar ainda com o apoio de outros partidos de esquerda e centro-esquerda, como o PDT e o PCdoB.
Após ser confirmado como vice, Alckmin fez um discurso endereçado à família Bolsonaro. Hoje, o principal adversário de Lula na disputa é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, Alckmin afirmou que “quem não acredita na democracia não devia nem disputar a eleição, não devia pedir o voto para o povo brasileiro”.
Ele também afirmou que o lema “Deus, pátria, família e liberdade”, adotado por Bolsonaro no passado, foi apropriado para justificar os ataques às instituições.
Durante o evento, Lula também discursou e teceu elogios ao político do PSB: “A gente nunca vai dormir preocupado com o que acontecerá no dia seguinte, porque o Geraldo é um homem de muita lealdade, muita capacidade de trabalho e muita honestidade.”
Em 2022, a dobradinha Lula-Alckmin surgiu como uma estratégia para fazer frente ao bolsonarismo, com a construção de uma frente ampla, que contou também com o apoio de partidos de centro. Para este ano, contudo, as siglas do chamado Centrão devem optar pela neutralidade.
Até então, Lula e Alckmin eram adversários históricos, e chegaram a disputar a Presidência da República um contra o outro em 2006. A rivalidade entre o PT e o PSDB, partido de Alckmin à época, continuou até a ascensão da extrema-direita e a eleição de Bolsonaro, em 2018.
A escolha de Alckmin para a vice, em 2022, foi uma sinalização de moderação ao centro e um aceno ao setor empresarial. Geraldo Alckmin mudou do PSDB para o PSB para a composição.
No terceiro mandato de Lula, Alckmin acumulou a função de Ministro do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços, cargo que teve destaque diante da imposição de tarifas por parte do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A pasta também se envolveu em uma série de outros assuntos estratégicos para o governo.
A repetição da dobradinha busca sinalizar a continuidade das políticas do governo e previsibilidade para o mercado financeiro e o setor empresarial, que veem no ex-governador de São Paulo uma figura de bom trânsito nesses setores.
O evento foi prestigiado por quadros importantes do governo, e além do presidente Lula, compareceram a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), e os ministros Sidônio Palmeira (Secom), José Guimarães (SRI), Dario Durigan (Fazenda), Paulo Pereira (Empreendedorismo), Wolney Queiroz (Previdência), Frederico Siqueira (Comunicações), Márcio Elias (Mdic) e Leonardo Barchini (Educação). O presidente do PT, Edinho Silva, também participou da cerimônia.