A agência de classificação de risco Fitch divulgou sua revisão de meio de ano para o sistema bancário world. Oito países e/ou regiões foram revisados para baixo, inclusive o Brasil, cuja perspectiva passou de “neutra” para “em deterioração”.
“Revisamos as perspectivas para o Brasil e a Colômbia para ‘em deterioração’ devido ao enfraquecimento da qualidade dos ativos e incerteza política, juntando-se ao México — já ‘em deterioração’”, diz o relatório, sem entrar em mais detalhes sobre a situação particular person de cada país.
Sobre o cenário world geral, a Fitch diz que as menores expectativas de crescimento do PIB e maiores pressões inflacionárias após o início da guerra com o Irã moldaram as revisões de meio de ano para o setor bancário. “Esses fatores provavelmente exercerão alguma pressão sobre a qualidade dos ativos e a rentabilidade.”
Segundo a agência, eventos geopolíticos ou domésticos, como eleições, têm o potencial de impactar os ambientes operacionais e as condições de refinanciamento dos bancos. Entre fatores para ficar de olho, ela cita o aperto da política monetária e o aumento acentuado das taxas de juros além do cenário base, devido à inflação mais alta, “o que afetaria as margens, a liquidez, a qualidade dos ativos e o crescimento” dos bancos.
A Fitch também aponta riscos como preços de ativos elevados e spreads de crédito apertados, o que aumenta a possibilidade de uma correção de preços significativa que poderia afetar os balanços dos bancos. “A crescente exposição dos bancos a instituições financeiras não-bancárias e o potencial risco de estresse de crédito privado se alastrar para os bancos” compõem outro risco mencionado.
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