Os contratos futuros do ouro encerraram em forte queda nesta terça-feira (28), embora longe das mínimas intradiárias, pressionados pelo forte avanço do petróleo, que opera acima da marca de US$ 110 por barril. O choque nos preços, causado pelo deadlock nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, renovou os temores inflacionários no mercado e levou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) a operarem em forte alta na sessão, especialmente nos vencimentos mais curtos.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Trade (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para junho encerraram em queda de 1,82%, cotado a US$ 4.608,4 por onça-troy.
O Irã enviou uma nova proposta aos Estados Unidos ontem, a qual desagradou o presidente Donald Trump, após os países terem descartado novas negociações durante o fim de semana. O Wall Road Journal noticiou que a Casa Branca deverá enviar uma contraproposta nos próximos dias. O alto grau de ceticismo quanto à viabilidade de um acordo levou o petróleo a subir.
“O ponto essential é que a alta dos preços do petróleo — e não o aumento das tensões geopolíticas — é o fator determinante no momento”, disse Ole Hansen, do Saxo Financial institution, em nota. O estrategista-chefe nota que, por enquanto, o foco está totalmente voltado para o mercado de energia e sem sinais de progresso na reabertura do Estreito de Ormuz. “O foco imediato do mercado permanece nos esforços de mediação”, acrescentou.
Hansen também apontou que, assim que a poeira da guerra assentar e as cadeias de suprimento de energia começarem a se normalizar, o ouro deverá encontrar suporte novamente.
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